A Política é feita de Políticos que sempre tentam fugir da Justiça dizendo que são inocentes, mas as provas fatais mostram o contrario. Sendo que hoje, com muita sorte os envolvidos no caso de Aécio Neves, seu primo, sua irmã e o Ex-Assessor de Zezé Perrela foram libertados, e agora vão cumprir Prisão Domiciliar usando tornozeleira eletrônica. Enquanto isso, o primeiro processo do Ex-Presidente Lula, chegou ao fim hoje com a entrega das alegações finais, e agora cabe ao Juiz Sérgio decidir a pena que será cumprida por Lula e os demais acusados no processo.
Enquanto isso, o Juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara do Distrito Federal, rejeitou a queixa-crime de Michel Temer contra Joesley Batista por suas declarações à revista Época. Para Bastos, Joesley apenas repetiu em entrevista o que disse na delação premiada. Não houve calúnia, injúria ou difamação.
No entanto a Polícia Federal anexou ao relatório contra Michel Temer e Rocha Loures uma folha manuscrita usada por ele no encontro com o ex-assessor do presidente, com detalhes sobre o pagamento de propina. Sendo que no diálogo, ele explica que os repasses poderiam variar entre 500 mil reais a 1 milhão de reais por semana, dependendo do lucro da termelétrica.
Porém, o Doleiro Lúcio Funaro deu um depoimento explosivo no inquérito contra Michel Temer. Ele contou que apresentou Geddel Vieira Lima a Joesley Batista e que atuou na liberação de todos os empréstimos da Caixa Econômica para as empresas do grupo J&F.
Funaro também revelou que a última operação de crédito viabilizada foi uma linha de R$ 2,7 bilhões para a compra da Alpargatas, ocorrida em dezembro de 2015.
Sendo que Geddel, mesmo fora da Vice-Presidência de Pessoa Jurídica da Caixa, continuava controlando o posto. Pela operação, ele receberia R$ 80 milhões em propina.
Funaro disse também que pagou a Geddel um total de R$ 20 milhões em propina por essas liberações, assim como para empréstimos ao frigorífico Marfrig.
Lúcio Funaro, contudo, explodiu o que resta do Governo do Futuro Ex-Presidente Michel Temer. Em seu depoimento, ele confirmou o pagamento de propinas a Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e Michel Temer.
Segundo ele, Temer orientou a distribuição de R$ 20 milhões para campanhas eleitorais. Funaro confirmou que o presidente da República sabia da propina paga pela Odebrecht e que atuou a favor de diversas empresas na tramitação da MP dos Portos.
O doleiro explicou que o esquema operado por ele destinou um total de R$ 100 milhões às campanhas do PMDB. E Temer sabia de tudo.
Em seu depoimento explosivo, o doleiro Lúcio Funaro contou que operou a liberação de empréstimos da Caixa na gestão de Moreira Franco em 2009. Um empréstimo para a CIBE (sociedade de Bertin e Equipav) gerou comissões a Eduardo Cunha e ao próprio Moreira.
"Os pagamentos foram feitos em espécie", disse. Funaro prometeu apresentar posteriormente os detalhes.
Ele disse ainda que levou os donos dos grupos Bertin e Equipav até Cunha e depois a Moreira. Contou também sobre operações envolvendo empréstimos à BRVias e à LLX, que geraram comissões "expressivas", num total de R$ 20 milhões.
O dinheiro abasteceu a campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo e a Chapa Presidencial. Segundo ele, os repasses foram por orientação/pedido de Michel Temer.
Lúcio Funaro contou ainda que pagou propina a Henrique Alves por operações no FI-FGTS e que o ex-ministro fazia a interface com Michel Temer, assim como Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.
Embora não tivesse relacionamento próximo com Temer, Funaro contou que esteve com o presidente pelo menos três vezes: uma na base aérea em São Paulo, juntamente com Cunha; outra vez num comício em Uberaba, juntamente com Cunha e Ricardo Saud, e numa reunião de apoio a Chalita, numa igreja em São Paulo, juntamente com os bispos Manoel Ferreira e Samuel Ferreira.
Como citado anteriormente, Funaro estima ter arrecadado cerca de R$ 100 milhões para o PMDB e partidos coligados nas campanhas de 2010, 2012 e 2014.
Funaro contou que, devido ao relacionamento próximo entre as famílias dele e dos irmãos Batista, deixou um saldo credor de R$ 48 milhões com Joesley. Porém, quando soube da delação de Joesley, entrou com pedido de cobrança de R$ 32 milhões contra a Eldorado Brasil - além dos R$ 16 milhões que já estavam em execução desde 2016 co ntra a J&F.
Agora, Lúcio Funaro confirmou que Michel Temer sabia do pagamento de propina para a Odebrecht conseguir contratos de operação de plataformas da Petrobras e que a indicação do ministro da Agricultura alinhado com a J&F renderia "comissões" ao PMDB da Câmara.
Além de Lúcio Funaro, Joesley Batista também foi ouvido no inquérito sobre Michel Temer.
Ele detalhou vários trechos de sua delação premiada e revelou que pediu a Geddel Vieira Lima que atuasse junto ao BNDES para impedir o veto à reestruturação societária da JBS.
"Geddel disse que precisaria contar com o apoio de Eliseu Padilha" e organizou um jantar em sua casa para tratar do assunto. Depois soube por Geddel que o próprio Temer "teria chamado Maria Silvia Bastos Marques em seu gabinete em Brasília para pressioná-la".
Maria Silvia renunciou à Presidência do BNDES logo depois que a delação veio à tona. A PF deveria questioná-la sobre o episódio, devido a ela ter sido forçada a tornar a JBS uma empresa internacional com o dinheiro do BNDES e como ela se recusou, preferiu sair do comando do BNDES do que obedecer as ordens de desobediência das Leis existentes.
Contudo, ao descrever o esquema do PMDB na Caixa, Lúcio Funaro também contou que o PT "controlava as Vice-Presidências de Finanças e de Recursos de Terceiros (Viter)" e a área de marketing. Em sua delação, ele vai detalhar, tudo que sabe e um pouco mais deixando a quadrilha mais perigosa da Câmara dos Deputados que agora ocupa o Executivo fazendo parte da Orcrim, e sendo um núcleo dessa Organização Criminosa, agora delatado por um membro da mesma Organização que cansou de estar preso e agora quer pregar justiça para poder sair da cadeia mais rápido, ou amenizar sua pena total.
Já o Juiz Mauricio Tini Garcia, de São Bernardo do Campo, rejeitou uma ação de danos morais que Lula moveu contra Merval Pereira e O Globo, por ter sido citado em duas colunas sobre o Petrolão.
Isso tudo mostra como é possível mostrar que uma delação pode acabar derrubando um Presidente, que comanda uma parte criminosa da Orcrim da Câmara dos Deputados. Agora fique com musicas que representam toda situação do País.

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